A teoria de tudo

Boa noite rapaziada

Sei que faz MUITO tempo que não apareço por aqui, mas espero agora tentar ser mais pontual com minhas postagens.

Mas enfim vamos lá, provavelmente o post mais longo que já escrevi !

Neste post irei falar sobre um disco que me chamou muito a atenção: The Theory of Everything do Ayreon.

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Sou meio suspeito para falar sobre o Arjen Anthony Lucassen, já mencionei ele antes aqui no blog a respeito do projeto Star One, mas esse disco em particular me chamou a atenção em diversos aspectos:

– História,

– Músicos convidados e claro

– as músicas!


Consigo me recordar quando ele postou esse vídeo onde ele mostrava alguns riffs do que viria ser The Theory of Everything, onde é possível ouvir o melhor som do mundo: o Hammond !

Lentamente, como de praxe, ele foi divulgando periodicamente os músicos que iriam participar, inclusive realizando alguns sorteios e coisas do tipo,  mas o principal estava por vir: os nomes dos participantes!

Primeiramente os vocalistas:

JB (Grand Magus) como The Teacher
Sara Squadrani (Ancient Bards) como The Girl
Michael Mills (Toehider) como The Father
Cristina Scabbia (Lacuna Coil) como The Mother
Tommy Karevik (Kamelot, Seventh Wonder) como The Prodigy
Marco Hietala (Nightwish, Tarot) como The Rival
John Wetton (Asia, King Crimson) como The Psychiatrist

Nomes conhecidos, aparentemente, sendo o último um dos poucos que os mais novos vão reconhecer que é o John Wetton que também tocou no Uriah Heep, porém creio que vocês irão se lembrar desta música aqui ao ouvirem a sua voz.

Ed Warby (Hail of Bullets, Gorefest) – drums
Rick Wakeman (Yes) – keyboards
Keith Emerson (Emerson Lake and Palmer) – keyboards
Jordan Rudess (Dream Theater) – keyboards
Steve Hackett (Genesis) – lead guitar
Troy Donockley (Nightwish) – Whistles, Uilleann pipes
Ben Mathot (Dis) –violin
Maaike Peterse (Kingfisher Sky) – cello
Jeroen Goossens (Flairck) – flute , bass flute, piccolo, bamboo flute and contrabass flute
Siddharta Barnhoorn – orchestrations
Michael Mills (Toehider) – Irish Bouzouki
Wilmer Waarbroek – backing vocals

 Sim, vocês leram bem: Genesis, ELP, King Crimson e Yes, todos os lendários heróis da fase áurea do rock progressivo da década de 70, reunidos em um só disco, graças aos esforços de Arjen que mostrou-se mais uma vez ser uma pessoa que não mede esforços para trazer seus músicos favoritos para participarem de seu projeto pessoal, o Ayreon.

Agora irei falar da história, o conceito por trás deste disco, que divide-se em 4 fases distintas: Singularity, Symmetry, Entanglement e Unification.

O que difere este disco dos anteriores é o fato de ser uma história focada em um drama real, parecido com algo que ele tentou anteriormente no álbum Human Equation de 2004, e não uma história de ficção científica como ele havia abordado em seus discos anteriores e no seu projeto Star One.

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Arjen, o homem, o mito, a lenda !

SPOILER ALERT !!! – Daqui em diante serão revelados importantes detalhes da trama do disco.

Tudo começa em um farol abandonado na praia, onde o Professor e a Garota encontram o que um dia foi o Prodígio, que agora encontrava-se em um canto da sala com um bilhete amassado na mão e um olhar distante, como se estivesse perdido a mente e os sentidos, logo os dois se questionam o que houve?

Tudo começa com a história de uma família, cujo patriarca é um cientista e está há muito tempo envolvido em uma pesquisa, deixando de lado sua família, formada pela esposa e seu filho, um garoto com problemas que de alguma forma consegue se destacar diante dos demais alunos da turma, o Prodígio.

Essa pesquisa do pai gira em torno de uma equação mestra, digamos assim, uma teoria que resolveria todas as outras: A teoria de tudo.

Na escola o Professor do Prodígio fica abismado com a forma que ele soluciona os exercícios e questiona se foi realmente ele quem solucionou, isso acaba irritando o seu colega de classe, o Rival, que por sua vez tem um relacionamento com a Garota, que começa a sentir algo pelo Prodígio, o que irrita ainda mais o Rival.

O tempo vai passando e o Prodígio não tem uma melhora em seus problemas, sendo assim seus pais decidem levá-lo ao Psiquiatra, este com base nos exames constata que o ideal seria utilizar uma droga para fazer com que ele melhore, porém a droga tem diversos efeitos colaterais que acabam por assustar a Mãe, que proíbe em qualquer circunstância o uso de tal droga que embora melhore, possa trazer algum malefício para a saúde do seu filho.

Eis que secretamente o Pai compra e administra a droga em segredo ao próprio filho, que subitamente começa a ter uma melhora no comportamento.

Mas afinal qual seria essa motivação para fazer isso com o próprio filho? O Pai de alguma forma sabia que o filho tinha potencial e que ele poderia auxilia-lo a descobrir a equação do que poderia ser a Teoria de tudo.

O Prodígio se desenvolve e tem um desempenho muito melhor do que antes, sendo aclamado pelo Professor como um verdadeiro gênio, nesse meio tempo o Prodígio e o Rival se enfrentam e o segundo acaba sucumbindo ao duelo, porém ele avisa que um dia ele precisaria dele, de alguma forma.

Um ponto importante que deve ser mencionado, a história é contada em forma de flashbacks, no caso tentando entender todos os fatos que levaram até aquela pessoa em estado catatônico no canto daquela sala dentro do farol na praia.

Sendo assim, 3 anos antes, o Psiquiatra alerta o Pai que  o seu filho já estava sofrendo dos efeitos colaterais, como alucinações e ataques psicóticos, por isso a briga com o Rival. Incumbido de falar a verdade para o filho, o Pai explica que vinha usando a droga nele, o que acaba deixando o filho completamente aborrecido e triste em saber que sua “melhora” foi conseguida através do uso de uma droga tão perigosa.

Frustrado e com a cabeça completamente bagunçada, ele foge e recorre a Garota, por quem acaba surgindo um sentimento mútuo, seria o amor? uma razão para viver?

E mais uma vez tanto o Rival quanto o Prodígio se atritam, pois ele alerta ela que o Prodígio quer se aproveitar dela e que ele não tem sentimentos verdadeiros, porém ela ignora o que ele diz e acaba aceitando a vinda do garoto em sua casa, que por sua vez acaba ficando por um tempo com ela. Sendo assim damos um salto para o próximo ano.

O que o Pai não sabia é que a dependência da droga já estava muito agravada, logo o Prodígio recorre a pessoa quem ele menos esperava contar naquela hora: o Rival, por ser um aluno exemplar em química ele se compromete a fabricar a droga, por um preço; que ele ajudasse a se infiltrar em bancos e realizar furtos, por meio de algoritmos que pudessem passar pelo sistema de segurança do banco.

Para sustentar seu vício, ele cede e logo ambos acabam ficando milionários nesse esquema, onde o pobre Prodígio crendo que estava usando o Rival para conseguir o que queria, quando na verdade era completamente o oposto. Ao saber disso a Garota expulsa ele de casa, onde ele vaga até o seu último recurso, a última pessoa que ainda o via com bons olhos: seu Professor. Este por sua vez o orienta a ir usar das dependências do farol abandonado que ficava na praia, lá ele poderia se focar na pesquisa sem ser incomodado.

Diariamente, ele vê o progresso do jovem, sendo assim três meses antes a Mãe conversa com a Garota tentando encontrar seu filho e ela conta tudo o que houve e que desde que ele partiu, não se teve mais notícias dele, logo a Mãe e o Pai discutem sobre os fatos, porém, o Pai ainda insiste que o filho irá ouvi-lo mas sua esposa sabe que a confiança que ele depositava naquela figura paterna já não mais existia, conforme a tensão cresce ela desiste e se separa do marido, pois vê que no final de tudo não passa de um único interesse: a equação.

Os dias passam e o garoto está completamente exausto e sozinho naquela sala dentro do farol, quando para sua surpresa, um rosto familiar aparece, sim seu pai estava diante de seus olhos cansados, ajoelhado pedindo perdão e oferecendo sua ajuda no trabalho, após um diálogo extenso ambos decidem unir forças para uma só causa. A noite passa cálculos, verificações, anotações e mais anotações quando finalmente…eles conseguem !

Mas é tarde demais…

Em um último esforço, o Prodígio anota em um pedaço de papel uma pequena mensagem, pedindo perdão ao seu mestre, pois ele já estava chegando no fim de sua própria existência…

Uma surpresa, a imagem de um garoto de olhar vazio e distante no canto é encontrado pela Mãe, a Garota e o Professor, ele se foi, deixou de existir…

Algo muito sinistro havia ocorrido, pois não havia traços de que havia mais de uma pessoa naquela sala , será que o garoto acreditou que estava com seu pai trabalhando?

Diante do quadro negro, o Professor fica perplexo: como duas escritas distintas poderiam estar lá? Embora fosse trágico, uma coisa era certa diante desse mistério, esse trabalho que havia distanciado um do outro serviu sim para algo bom: uniu os laços rompidos.

Sem mais, deixo com vocês a música falar por si só !

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