O que eu ando ouvindo… 3

Pois é, tentando manter o ritmo das atualizações aqui no blog, hora de falar sobre o que eu tenho ouvido ultimamente.

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É uma lista bem eclética, mas enfim vamos lá!

Arjen Anthony Lucassen

Tenho ouvido muitos trabalhos deste holandês intergalático, seja na sua carreira solo como em seus dois principais projetos: Star One e Ayreon.

O seu último disco solo, Lost in the New Real, é um disco que abrange todas as facetas e exploram bem as suas influências, pois temos músicas folk, baladas pop, rock progressivo, hard rock e heavy metal, tudo isso mesclado de forma sublime, comprovando que realmente há algo de diferente na água da Holanda, vide os tantos artistas que saem dali e causam um certo impacto (Van Halen e Vandenberg que o digam).

O que é ainda mais interessante é que o disco conta com a participação do ator Rutger Hauer, sim ele mesmo de Blade Runner e de tantos outros filmes.

O disco em questão conta a história de um paciente que sofre de uma doença terminal e é preservado de forma criogênica para que num futuro próximo possa ser tratado deste mal. Porém ele acorda 100 anos depois e se depara com um mundo completamente diferente, onde é acompanhado pelo doutor Voight Kampff que tenta auxiliar na adaptação do paciente, interpretado por Arjen chamado aqui de Mr.L.

É um disco bem complexo, onde acima de tudo você deve ter a mente aberta para ouvir sem qualquer preconceito sobre as idéias que Arjen quer lhe contar por meio destas canções que, como havia citado acima, passeiam entre diversos estilos musicais.

Moontower

Dan Swanö, sueco multi-instrumentista e um dos meus heróis pessoais, se tornou uma inspiração para mim graças a este disco pois soa completamente diferente de qualquer coisa que você tenha ouvido dentro da cena death-metal sueca.

Seu nome é associado a bandas como Edge of Sanity, Nightingale e Bloodbath, mas seu trabalho é ainda mais amplo pois além de músico ele também atua como produtor musical.

A primeira vez que tive contato com seu trabalho foi ao ler o encarte do álbum The Arrival do Hypocrisy, onde me deparei com seu nome, ele compôs várias das letras daquele álbum. Alguns anos mais tarde ouvi uma versão que ele havia feito para Melissa do Mercyful Fate e Country Girl do Black Sabbath, confesso que não vi nada demais.
O choque mesmo foi ao ouvir sua voz no Star One, especialmente no segundo disco Victims of the Modern Age.

Comecei a correr atrás e descobri Moontower, um projeto solo que ele resolveu idealizar logo após ter sido chutado de sua banda titular: Edge of Sanity. O som é como o próprio Dan define “se o Rush da década de 70 tocasse Death Metal”, aqui temos teclados e sintetizadores remetendo a época de ouro do trio canadense juntamente com riffs oriundos do death-metal sueco, numa combinação similar ao que o Edge of Sanity elaborava, porém com um toque completamente particular de Dan.

Star One

Projeto liderado pelo Arjen Anthony Lucassen que tem como intenção trabalhar com músicas com temáticas voltadas a filmes/séries de ficção científica, onde ele usa de uma estrutura similar a adotada no Ayreon com diversos convidados atuando ao longo das músicas.

Uma curiosidade: a idéia para o projeto surgiu durante as gravações do disco do Ayreon, The Universal Migrator Part II: Flight of the Migrator. Neste disco em particular ele conseguiu trazer Bruce Dickinson para cantar em uma das músicas. Ele e Arjen tinham/tem uma mesma paixão por ficção científica e ambos decidiram que iriam gravar um disco voltado para os filmes e séries que gostavam, até aí tudo parecia ir de vento em polpa, porém… Arjen empolgado acabou postando algo na internet a respeito deste possível projeto e o empresário do mr.Dickinson não gostou nem um pouco e acabou abortando o projeto.

Sendo assim ainda convicto de que faria este trabalho, Arjen compôs e chamou diversos músicos para gravarem o disco Space Metal, que na minha opinião é um dos melhores lançamentos da primeira década dos anos 2000. Com isso também surgiu  o disco ao vivo Live on Earth com parte do cast original do disco.

Conheci este trabalho graças a um amigo, salve Cleverton-san =D, que costumava ouvir com uma frequência absurda a versão ao vivo de Intergalactic Space Crusaders.

 

Vandenberg

Mais uma banda holandesa, que leva o sobrenome do lendário guitar-hero Adrian Vandenberg, que ficou famoso na década de 80 por ter integrado o Whitesnake.

Aqui em sua banda ele é a prova real de que holandeses sabem como ninguém como colocar as notas nos lugares exatos na hora de executar um solo memorável.

Conheci seu trabalho graças a um cover da música This is War presente no disco Stand Proud do guitarrista japonês She-ja, que fez fama tocando com as bandas Gargoyle e Animetal.

Ele certamente encabeça a lista de guitarristas que ficaram famosos e que ainda tem um material bem interessante anterior ao sucesso alcançado.

Muita gente não sabe, mas ele é também um artista gráfico bem renomado. Seus trabalhos mais notáveis são as capas dos discos do Vandenberg e alguns outros que encontram-se em seu site.

Curiosidade: pode parecer brincadeira, mas ele está sendo processado pelos ex-membros de sua banda Vandenberg para poderem ganhar o direito sobre o uso do nome da banda… que é o sobrenome de Adrian (?!).

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